3 - Situação sorológica do paciente fonte

        3.1 - Em relação ao HIV
        3.1.1 - Paciente-fonte comprovadamente HIV negativo
        Envolve a existência de documentação laboratorial disponível recente para o HIV (até 03 meses antes da data do acidente) ou no momento do acidente; não está indicada a quimioprofilaxia anti-retroviral.

        3.1.2 - Paciente-fonte comprovadamente HIV positivo
        Um paciente-fonte é considerado infectado pelo HIV quando há documentação de exames anti-HIV positivos ou o diagnóstico clínico de Aids; conforme a gravidade do acidente, deve-se iniciar a quimioprofilaxia anti-retroviral.

        3.1.3 - Paciente-fonte com situação sorológica desconhecida ou paciente-fonte desconhecido
        Um paciente-fonte com situação sorológica desconhecida deve, sempre que possível, ser rapidamente testado para o vírus HIV, após obtido o seu consentimento; deve-se colher também sorologias para HBV e HCV. Na impossibilidade de se colher as sorologias do paciente-fonte ou de não se conhecer o mesmo (p.e., acidente com agulha encontrada no lixo), recomenda-se a avaliação do risco de infecção pelo HIV, levando-se em conta o tipo de exposição e dados clínicos e epidemiológicos.

        3.2 - Em relação ao vírus da hepatite B
        Vide a recomendação para a profilaxia da hepatite B para profissionais de saúde expostos a material biológico (quadro 3).

        3.3 - Em relação ao vírus da hepatite C
        Não existe quimioprofilaxia. Recomenda-se acompanhar a sorologia do profissional acidentado por 06 meses (1ª coleta da sorologia no momento do acidente e 2ª coleta da sorologia 06 meses após o acidente). Se a sorologia do profissional de saúde para HCV for positiva, o mesmo deve ser encaminhado para acompanhamento ambulatorial especializado.

Caso o paciente-fonte tenha sorologias negativas para HIV, VHB e VHC, o funcionário acidentado deverá receber alta após o resultado dos exames. Não existe necessidade de se fazer o seguimento do acidente por seis meses nesta situação.