Liga Brasileira de Epilepsia

   
    

          0 que é epilepsia?
     Epilepsia é o nome dado aos sintomas de diversos problemas do sistema nervoso. Provém da palavra grega que significa "tomar de surpresa". A palavra "epilepsia" é usada para descrever o que acontece quando uma célula cerebral (ou uma parte do cérebro) descarrega demasiada energia elétrica. Visto que a epilepsia se manifesta de diversas formas, duas pessoas que sofram do problema podem ter crises muito diferentes.

          0 que geralmente acontece quando uma pessoa sofre um ataque de epilepsia?
     Durante um ataque o paciente freqüentemente perde os sentidos e o controle dos músculos por um pequeno período de tempo. Fica afetado apenas durante o ataque e, geralmente, por um curto período posterior.

          A epilepsia é hereditária?
     A maioria dos médicos não acredita que seja. Em alguns casos o paciente pode ter tendência hereditária, que facilita o desenvolvimento dos ataques, mas isto é apenas uma tendência. Existem pessoas que herdaram essas características e não sofrem de epilepsia.
    
          0 que posso fazer para ajudar?
     Pode informar-se e transmitir a outras pessoas o que você sabe sobre epilepsia, a fim de que possam ser eliminados muitos mitos que atualmente rodeiam este problema.

          A epilepsia causa retardo mental ou loucura?
     Não. Lembre-se de que a epilepsia é apenas um sintoma. Não pode causar nada. A maioria das pessoas com epilepsia tem inteligência normal.

          Existem muitos epilépticos no Brasil?
     A epilepsia é muito mais comum do que se pode imaginar. Considerando-se que a população atual do Brasil é de 120 milhões de habitantes, podemos dizer que deve existir mais de um milhão de epilépticos no Brasil. É raro encontrar uma escola, uma fábrica ou uma repartição onde ninguém sofra ou tenha sofrido de epilepsia. 

         0 que os médicos podem fazer a respeito da epilepsia?
     O médico é a única pessoa que pode diagnosticar e tratar adequadamente a epilepsia. Pelo menos em metade de todos os casos, pode-se controlar completamente os ataques mediante a medicação. Em aproximadamente 30% dos casos pode haver controle parcial. O médico pode conseguir isso mediante uma seleção cuidadosa e contínua da combinação apropriada de medicamentos para cada paciente. Também pode haver o tratamento através da cirurgia. ESTE MÉTODO, PORÉM, É USADO APENAS QUANDO JÁ SE ESGOTARAM TODAS AS OUTRAS ALTERNATIVAS.