A dor

 

Embora os pacientes conversem sobre dor o tempo ToDO O que realmente os assusta são as implicações da dor?

A dor é causada por doença incurável?

Essa doença significa morte prematura?

É necessário entender e trabalhar esses temores subjacentes.

Os pacientes podem suportar melhor a intervenção médica quando têm condições de saber o que poderá acontecer em termos de desconforto ou dor.

Isto pode reduzir a angústia ou temor do desconhecido, que podem incrementar a percepção da dor 

 

 

Definição e objetivos da dor

Num sentido psicofisiológico " A dor é uma sensação específica de um tipo de desprazer, de sentimento, de contrariedade."

 

Atua como um sinal de alerta, avisando que alguma coisa não vai bem em nosso organismo, e em alguns casos, denotando problemas psicológicos.

 

 

Médicos são procurados p/ alívio de dores

Às vezes sem evidências fisiológicas verificando-se que preocupações, ansiedade e medo podem contribuir para exagerar dores que "seriam pouco importantes"

 

Hoje: A dor é mais variável e modificável do que se pensou no passado.

 

 

Definição de dor:

"Uma sensação pessoal e particular de sofrimento físico; um estímulo nocivo que indica lesão ou dano tecidual atual ou eminente; um padrão de respostas que atua para proteger o organismo contra o dano" (Sternback, 1968) 

 

Envolve não só o estímulo e uma sensação de sofrimento físico, mas também as respostas da pessoa que sofre a dor.

As respostas são individuais e influenciadas pelas constituições fisiológica, psicológica, cultural e espiritual da pessoa que sofre a dor.

 

Dor

Seg. McCaffery (1972): " Tudo o que a pessoa que sofre diz ser dor, e existe sempre que a pessoa diz que existe."

 

É inerente a atitude de crédito à pessoa que sofre a dor.

Essa atitude é básica p/ se trabalhar com eficiência c/ um paciente que sofre dor.

Evitar a dor é uma necessidade humana básica.

Embora uma pessoa possa sobreviver com dor, a sua presença interfere no bem-estar do indivíduo, e se for constante passa a ser o ponto focal da vida da pessoa, o que desorganiza a sua capacidade de se alimentar, de dormir ou de desempenhar atividades.

 

  • É um fenômeno complexo

  • É uma das circunstâncias mais comuns que levam as pessoas a procurar assistência à saúde.

  • É na maioria dos casos um mecanismo protetor que alerta, qualquer um para uma lesão tecidual real ou eminente.

 

As pessoas são diferentes quanto à percepção da dor, reação à dor, alívio da dor.

Muitos, se não todos males do organismo causam dor.

A capacidade de diagnosticar as diferentes doenças defende, em grande parte do conhecimento médico das diferentes qualidades de dor.

 

Reação à dor

Embora o limiar p/ reconhecimento da dor seja praticamente o mesmo em todos os indivíduos, a reação para uma dor específica varia muito

 

Impulsos condicionados que entram nas áreas sensitivas do SNC poderão determinar se os impulsos serão ou não transmitidos intensa ou fracamente a outras áreas cerebrais.

Isto é - Se o indivíduo vai ou não reagir ao estímulo doloroso.

 

 

A percepção da dor é resultante de fenômenos orgânicos e de sua elaboração por parte da psique.

O grau de vivência dolorosa é essencial pela significação e importância que lhe conferimos - esta valorização é uma função aprendida durante o desenvolvimento.

Atualmente o problema psicológico tem sido apontado como um fator principal do sofrimento.

 

" Os distúrbios emocionais agem sobre o cérebro, e este manda aos músculos que, por sua vez, entram em espasmo provocando dor."

 

Forma-se então um círculo vicioso:

A dor causa ansiedade e a ansiedade provoca mais dor

 

 

Tipos de dor

1- Dor espontânea

2- Dor provocada

3- Dor superficial

4- Dor profunda

5- Dor visceral

6- Dor irradiada

7- Dor referida ou de proteção

8- Cefaléia

9- Dor de membro-fantasma

10- Dor muscular

11- Anormalidades da dor

 

 

 

 

As reações variam de pessoa p/ pessoa. Ex: 

- O mesmo ferimento pode ter efeitos diferentes sobre pessoas diferentes

- Um estímulo pode ser doloroso numa situação e não o ser em outras

- Os processos psicológicos podem modificar os padrões de impulsos nervosos.

 

 

 

 

 

Diferenças entre dor aguda e a adaptação que ocorre na dor crônica.