SÍNDROME DE BURNOUT: A DOENÇA DOS MÉDICOS
 
 

São Paulo Saúde - Ano 3 - Número 36 - Outubro de 2006



 


        Exaustão emocional, depressão, avaliação negativa de si mesmo. Em seguida, desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas, aparente insensibilidade afetiva, e em alguns casos, dor de cabeça e problemas digestivos. Se algum profissional de seu trabalho tem esses sintomas o diagnóstico pode ser Síndrome de Burnout, a chamada “Doença dos Médicos”.

        Recentemente estudada a fundo, a Síndrome de Bumout pode ser “encontrada” em qualquer ambiente de trabalho, mas especialmente entre os da área de saúde, que lidam diretamente com auxílio a pessoas. É conseqüência de estresse profissional, a responsabilidade de uma ação, bem ou mal tomada.

        Enfermeiros, médicos, assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais fazem parte das especialidades mais propensas a desenvolver a doença. Médicos que trabalham com especialidades de alta complexidade, em setores de urgência e emergências, UTIs, cardiologia, obstetrícia e pediatria estão sob maior risco,já que trabalham frequentemente com a vida e a morte. Geralmente são pessoas que atuam com grande intensidade, mas em algum momento atingem alto grau de prejudicial perfeccionismo.

        “A pessoa precisa ‘escapar’ do estresse. O fundamental é identificar a real responsabilidade de seu trabalho, de sua função Perceber que há um limite”, explica o especialista na doença Durval Mazzei Nogueira, médico psiquiatra do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

        O tratamento indicado é primeiramente procurar um médico, de preferência psiquiatra. Dependendo da intensidade, o paciente pode se recuperar facilmente mudando seu estilo de vida, o que requer manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente e incluir em sua rotina momentos de lazer. Somente em casos mais graves é necessário o uso de medicação antidepressiva e de tranqüilizante.

        Fique de olho nos principais sintomas:

        - Cansaço excessivo
        - Desânimo
        - Irritabilidade constante no ambiente profissional
        - Depressão
        - Dificuldade de concentração
        - Fadiga crônica
        - Diminuição da produtividade
        - Abandono do trabalho
        - Indiferença com colegas de trabalho
        - Baixa auto-estima