Transtornos do Humor

      DSM.IV

SM.IV

          A seção para Transtornos do Humor é organizada da maneira abaixo. Os itens em azul estão nesta página e os demais nas páginas seguintes ou anterior.

Episódios de Humor
Episódio Depressivo Maior
Episódio Maníaco
Episódio Misto
Episódio Hipomaníaco

Transtornos Depressivos
F32.x - 296.xx Transtorno Depressivo Maior
F34.1 - 300.4 Transtorno Distímico
F32.9 - 311 Transtorno Depressivo Sem Outra Especificação
Transtornos Bipolares
F30.x/F31.x - 296.xx Transtorno Bipolar I

F31.8 - 296.89 Transtorno Bipolar II
F34.0 - 301.13 Transtorno Ciclotímico
F06.xx - 296.80 Transtorno Bipolar Sem Outra Especificação
Outros Transtornos do Humor
F06.xx - 293.83 Transtorno do Humor Devido a... [Indicar a Condição Médica Geral]
Transtorno do Humor Induzido por Substância
F39 - 296.90 Transtorno do Humor Sem Outra Especificação

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Episódio Maníaco

     DSM.IV

Características do Episódio
          Um Episódio Maníaco é definido por um período distinto, durante o qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável. Este período de humor anormal deve durar pelo menos 1 semana (ou menos, se a hospitalização for exigida) (Critério A). A perturbação do humor deve ser acompanhada por pelo menos três sintomas adicionais de uma lista que inclui auto-estima inflada ou grandiosidade, necessidade de sono diminuída, pressão por falar, fuga de idéias, distratibilidade, maior envolvimento em atividades dirigidas a objetivos ou agitação psicomotora, e envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqüências dolorosas. Se o humor for irritável (ao invés de elevado ou expansivo), pelo menos quatro dos sintomas acima devem estar presentes (Critério B). Os sintomas não satisfazem os critérios para um Episódio Misto, que se caracteriza pelos sintomas tanto de um Episódio Maníaco quanto de um Episódio Depressivo Maior, ocorrendo quase todos os dias, por pelo menos uma semana (Critério C). A perturbação deve ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos (Critério D). O episódio não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, um medicamento, outros tratamentos somáticos para a depressão (por ex., terapia eletroconvulsiva ou fototerapia) ou exposição a toxina. O episódio também não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica geral (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral) (Critério E). O humor elevado de um Episódio Maníaco pode ser descrito como eufórico, incomumente bom, alegre ou excitado. Embora o humor da pessoa possa de início ter uma qualidade contagiante para o observador sem envolvimento, ele é reconhecido como excessivo por quem conhece bem a pessoa. A qualidade expansiva do humor é caracterizada por entusiasmo incessante e indiscriminado por interações interpessoais, sexuais ou profissionais. Por exemplo, o indivíduo pode espontaneamente entabular longas conversas com estranhos em locais públicos, ou um vendedor pode telefonar a estranhos em suas casas de madrugada para iniciar suas vendas. Embora o humor elevado seja considerado o sintoma prototípico, a perturbação predominante do humor pode ser irritabilidade, particularmente quando os desejos da pessoa são frustrados. A instabilidade do humor (por ex., alternância entre euforia e irritabilidade) é vista com freqüência. A auto-estima inflada tipicamente está presente, indo desde uma autoconfiança sem crítica até uma acentuada grandiosidade que pode alcançar proporções delirantes (Critério B1). Os indivíduos podem oferecer conselhos sobre questões acerca das quais não possuem qualquer conhecimento especial (por ex., como administrar as Nações Unidas). Apesar da falta de qualquer experiência ou talento particular, o indivíduo pode começar a escrever um romance, compor uma sinfonia ou buscar publicidade para alguma invenção tola. Os delírios grandiosos são comuns (por ex., ter um relacionamento especial com Deus ou com alguma figura pública do mundo político, religioso ou artístico). Quase que invariavelmente, existe uma diminuição da necessidade de sono (Critério B2). A pessoa em geral desperta várias horas antes do horário habitual, sentindo-se cheia de energia. Quando a perturbação do sono é severa, a pessoa pode passar dias sem dormir e, ainda assim, não sentir cansaço. A fala maníaca é tipicamente pressionada, alta, rápida e difícil de interromper (Critério B3). Os indivíduos podem falar ininterruptamente, às vezes por horas a fio, sem consideração para com o desejo de comunicação de outras pessoas. A fala por vezes se caracteriza por trocadilhos, piadas e bobagens divertidas. O indivíduo pode tornar-se teatral, apresentando maneirismos dramáticos e cantando. Os sons podem governar a escolha de palavras mais do que os nexos contextuais significativos (reverberação). Se o humor da pessoa for mais irritável do que expansivo, a fala pode ser marcada por queixas, comentários hostis ou tiradas coléricas. Os pensamentos do indivíduo podem correr, freqüentemente, a uma velocidade maior do que pode ser articulada (Critério B4). Alguns indivíduos com Episódios Maníacos afirmam que esta experiência assemelha-se a assistir a dois ou três programas de televisão simultaneamente. Com freqüência, existe fuga de idéias, evidenciada por um fluxo de fala quase contínuo e acelerado, com mudanças abruptas de um assunto para outro. Por exemplo, enquanto fala sobre um possível negócio de venda de computadores, um vendedor pode começar a discorrer minuciosamente sobre a história do chip de computador, sobre a revolução industrial ou matemática aplicada. Quando a fuga de idéias é severa, o discurso pode tornar-se desorganizado e incoerente. A distratibilidade (Critério B5) é evidenciada por uma incapacidade de filtrar estímulos externos irrelevantes (por ex., a gravata do entrevistador, ruídos ou conversas de fundo, ou os móveis da sala). Pode haver redução da capacidade de diferenciar entre pensamentos pertinentes ao assunto e pensamentos de pouca relevância ou nitidamente irrelevantes. O aumento da atividade dirigida a objetivos freqüentemente envolve excessivo planejamento e participação de múltiplas atividades (por ex., sexuais, profissionais, políticas e religiosas) (Critério B6). Um aumento do impulso, fantasias e comportamento sexual em geral está presente. A pessoa pode assumir simultaneamente múltiplos novos empreendimentos profissionais, sem levar em consideração possíveis riscos ou a necessidade de completar cada uma dessas investidas a contento. Quase que invariavelmente, existe um aumento da sociabilidade (por ex., renovar antigas amizades ou telefonar para amigos ou até mesmo estranhos a qualquer hora do dia ou da noite), sem consideração quanto à natureza intrusiva, dominadora e exigente dessas interações. Os indivíduos freqüentemente exibem agitação ou inquietação psicomotora, andando sem parar ou mantendo múltiplas conversas simultaneamente (por ex., por telefone e pessoalmente, ao mesmo tempo). Alguns indivíduos escrevem uma torrente de cartas sobre muitos assuntos diferentes para amigos, figuras públicas ou meios de comunicação. Expansividade, otimismo injustificado, grandiosidade e fraco julgamento freqüentemente levam ao envolvimento imprudente em atividades prazerosas tais como surtos de compras, direção imprudente, investimentos financeiros tolos e comportamento sexual incomum para a pessoa, apesar das possíveis conseqüências dolorosas destas atividades (Critério B7). O indivíduo pode comprar objetos desnecessários (por ex., 20 pares de sapatos, antigüidades caras) sem ter dinheiro para pagar por eles. O comportamento sexual incomum pode incluir infidelidade ou encontros sexuais indiscriminados com estranhos. O comprometimento resultante da perturbação pode ser suficientemente severo para causar acentuado prejuízo no funcionamento ou para exigir a hospitalização, com o fim de proteger o indivíduo das conseqüências negativas das ações resultantes do fraco julgamento (por ex., perdas financeiras, atividades ilegais, perda do emprego, comportamento agressivo). Por definição, a presença de aspectos psicóticos durante um Episódio Maníaco representa um acentuado prejuízo no funcionamento (Critério D). Sintomas como os que são vistos no Episódio Maníaco podem decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de medicamentos antidepressivos, terapia eletroconvulsiva, fototerapia ou medicamentos prescritos para outras condições médicas gerais (por ex., corticosteróides). Estas apresentações não são consideradas Episódios Maníacos e não contam para um diagnóstico de Transtorno Bipolar I. Por exemplo, se uma pessoa com Transtorno Depressivo Maior recorrente desenvolve sintomas maníacos após um curso de medicamento antidepressivo, o episódio é diagnosticado como Transtorno do Humor Induzido por Substância, Com Características Maníacas, sem alteração do diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior para Transtorno Bipolar I. Algumas evidências sugerem a possível existência de uma "diátese" bipolar em indivíduos que desenvolvem episódios tipo maníacos após o tratamento somático para a depressão. Esses indivíduos podem ter uma probabilidade aumentada para futuros Episódios Maníacos, Mistos ou Hipomaníacos não relacionados a substâncias ou tratamentos somáticos para a depressão. Esta consideração pode ser especialmente importante no caso de crianças e adolescentes.

Características e Transtornos Associados
          Características descritivas e transtornos mentais associados. Os indivíduos com um Episódio Maníaco com freqüência não reconhecem que estão doentes e resistem às tentativas de tratamento. Eles podem viajar impulsivamente para outras cidades, perdendo contato com parentes e responsáveis; podem modificar seu vestuário, maquiagem ou aparência pessoal para um estilo com maior apelo sexual ou dramaticamente exuberante, que não lhes é próprio; também podem envolver-se em atividades desorganizadas ou bizarras (por ex., distribuir doces, dinheiro ou conselhos a estranhos que passam na rua). Jogos de azar e comportamentos anti-sociais podem acompanhar o Episódio Maníaco. As preocupações éticas podem ser desconsideradas, mesmo por indivíduos tipicamente bastante conscienciosos (por ex., um corretor da bolsa de valores compra e vende ações impropriamente, sem conhecimento ou permissão do cliente; um cientista apodera-se de descobertas alheias). O indivíduo pode mostrar-se hostil e fisicamente ameaçador para com outros. Alguns indivíduos, especialmente aqueles com aspectos psicóticos, podem tornar-se fisicamente agressivos ou suicidas. As conseqüências adversas de um Episódio Maníaco (por ex., hospitalização compulsória, dificuldades legais ou sérias dificuldades financeiras) freqüentemente decorrem do fraco julgamento e hiperatividade. Cessado o Episódio Maníaco, a maioria destes indivíduos arrepende-se pelos comportamentos nos quais se envolveram durante o Episódio Maníaco. Alguns indivíduos descrevem um sentido muito mais aguçado de olfato, audição ou visão (por ex., as cores parecem muito vivas). Quando há sintomas catatônicos (por ex., estupor, mutismo, negativismo e posturas) presentes, pode-se indicar o especificador Com Características Catatônicas. O humor pode mudar rapidamente para raiva ou depressão. Os sintomas depressivos podem durar momentos, horas ou, mais raramente, dias. Não é rara a ocorrência simultânea de sintomas depressivos e sintomas maníacos. Caso haja proeminência de critérios tanto para Episódio Depressivo Maior quanto para Episódio Maníaco, todos os dias por pelo menos 1 semana, o episódio é considerado como Episódio Misto. À medida que se desenvolve o Episódio Maníaco, freqüentemente ocorre um aumento substancial no uso de álcool ou estimulantes, que podem exacerbá-lo ou prolongá-lo. Achados laboratoriais associados. Nenhum achado laboratorial diagnóstico de um Episódio Maníaco foi identificado. Entretanto, uma variedade de achados laboratoriais anormais foi encontrada em grupos de indivíduos com Episódios Maníacos, em comparação com sujeitos-controle. Os achados laboratoriais nos episódios Maníacos incluem anormalidades polissonográficas, aumento da secreção de cortisol e ausência de não-supressão de dexametasona. Pode haver anormalidades envolvendo os sistemas dos neurotransmissores, norepinefrina, serotonina, acetilcolina, dopamina ou ácido gama-aminobutírico, demonstradas por estudos de metabólitos de neurotransmissores, de funcionamento de receptores, de provocação farmacológica e de função neuroendócrina.

Características Específicas à Cultura, à Idade e ao Gênero
          As considerações culturais sugeridas para os Episódios Depressivos Maiores também são relevantes aos Episódios Maníacos. Os Episódios Maníacos em adolescentes tendem mais a incluir características psicóticas e podem estar associados com gazetas à escola, comportamento anti-social, repetência ou uso de substâncias. Uma minoria significativa de adolescentes parece ter uma história de problemas de comportamento de longa data que precedem o início de um Episódio Maníaco franco. Não está claro se esses problemas representam um pródromo prolongado para o Transtorno Bipolar ou um transtorno independente. Apresentamos informações específicas relativas ao gênero nas seções correspondentes dos textos para Transtorno Bipolar I e Transtorno Bipolar II.

Curso
          A idade média de início para o primeiro Episódio Maníaco ocorre logo após os 20 anos, mas alguns casos iniciam na adolescência e outros após os 50 anos. Os Episódios Maníacos têm tipicamente um início súbito, com rápido aumento dos sintomas dentro de poucos dias. Com freqüência, os Episódios Maníacos ocorrem após estressores psicossociais. Os episódios geralmente duram de algumas semanas a vários meses, são mais breves e terminam mais abruptamente do que os Episódios Depressivos Maiores. Em muitos casos (50 a 60%), um Episódio Depressivo Maior imediatamente precede ou segue um Episódio Maníaco, sem um período de eutimia neste intervalo. Se o Episódio Maníaco ocorre no período pós-parto, pode haver um risco aumentado para recorrência em períodos pós-parto subseqüentes, e aplica-se o especificador Com Início no Pós-Parto.

Padrão Familial
          O Transtorno Depressivo Maior é 1,5 a 3 vezes mais comum entre os parentes biológicos em primeiro grau de pessoas com este transtorno do que na população geral. Existem evidências de um risco aumentado de Dependência de Álcool em parentes biológicos em primeiro grau adultos, e pode haver uma incidência maior de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade nos filhos de adultos com este transtorno.

Diagnóstico Diferencial
          Um Episódio Maníaco deve ser diferenciado de um Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral. O diagnóstico apropriado é de Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral se a perturbação do humor é considerada a conseqüência fisiológica direta de uma condição médica geral específica (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral, síndrome de Cushing). Esta determinação está baseada na história, achados laboratoriais ou no exame físico. Caso o clínico considere que os sintomas maníacos não são a conseqüência direta da condição médica geral, então o Transtorno do Humor primário é registrado no Eixo I (por ex., Transtorno Bipolar I) e a condição médica geral é registrada no Eixo III (por ex., infarto do miocárdio). Um início tardio do primeiro Episódio Maníaco (por ex., após os 50 anos) deve alertar o clínico quanto à possibilidade de uma etiologia envolvendo uma condição médica geral ou uso de substância. Um Transtorno do Humor Induzido por Substância é diferenciado de um Episódio Maníaco pelo fato de que uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou exposição a uma toxina) tem relação etiológica com a perturbação do humor. Sintomas como os que são vistos em um Episódio Maníaco podem ser precipitados por uma droga de abuso (por ex., sintomas maníacos que ocorrem apenas no contexto da intoxicação com cocaína seriam diagnosticados como Transtorno do Humor Induzido por Cocaína, Com Características Maníacas, Com Início Durante Intoxicação). Sintomas como aqueles vistos em um Episódio Maníaco também podem ser precipitados por um tratamento antidepressivo com medicamentos, terapia eletroconvulsiva ou fototerapia. Esses episódios também são diagnosticados como Transtornos do Humor Induzidos por Substância (por ex., Transtorno do Humor Induzido por Amitriptilina, Com Características Maníacas; Transtorno do Humor Induzido por Terapia Eletroconvulsiva, Com Características Maníacas). Os Episódios Maníacos devem ser diferenciados de Episódios Hipomaníacos. Embora Episódios Maníacos e Episódios Hipomaníacos tenham uma lista idêntica de sintomas característicos, a perturbação nos Episódios Hipomaníacos não é suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização. Alguns Episódios Hipomaníacos evoluem para Episódios Maníacos completos. Episódios Depressivos Maiores com humor irritável proeminente podem ser difíceis de distinguir de Episódios Maníacos com humor irritável ou de Episódios Mistos. Esta determinação exige uma atenta avaliação clínica da presença de sintomas maníacos. Caso sejam satisfeitos os critérios tanto para Episódio Maníaco quanto para Episódio Depressivo Maior, quase todos os dias, por um período mínimo de 1 semana, isto constitui um Episódio Misto. O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade e um Episódio Maníaco são ambos caracterizados por atividade excessiva, comportamento impulsivo, fraco julgamento e negação dos problemas. O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade é diferenciado do Episódio Maníaco por seu início precoce característico (isto é, antes dos 7 anos), curso crônico ao invés de episódico, ausência de inícios e remissões relativamente claros, e ausência de humor anormalmente expansivo ou elevado ou de aspectos psicóticos.

Critérios para Episódio Maníaco

A. Um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável, durando pelo menos 1 semana (ou qualquer duração, se a hospitalização é necessária).

B. Durante o período de perturbação do humor, três (ou mais) dos seguintes sintomas persistiram (quatro, se o humor é apenas irritável) e estiveram presentes em um grau significativo:

(1) auto-estima inflada ou grandiosidade
(2) necessidade de sono diminuída (por ex., sente-se repousado depois de apenas 3 horas de sono)
(3) mais loquaz do que o habitual ou pressão por falar
(4) fuga de idéias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão correndo
(5) distratibilidade (isto é, a atenção é desviada com excessiva facilidade para estímulos externos insignificantes ou irrelevantes) (6) aumento da atividade dirigida a objetivos (socialmente, no trabalho, na escola ou sexualmente) ou agitação psicomotora
(7) envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqüências dolorosas (por ex., envolvimento em surtos incontidos de compras, indiscrições sexuais ou investimentos financeiros tolos)

C. Os sintomas não satisfazem os critérios para Episódio Misto

D. A perturbação do humor é suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento ocupacional, nas atividades sociais ou relacionamentos costumeiros com outros, ou para exigir a hospitalização, como um meio de evitar danos a si mesmo e a outros, ou existem aspectos psicóticos.

E. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., uma droga de abuso, um medicamento ou outro tratamento) ou de uma condição médica geral (por ex., hipertiroidismo). Nota: Episódios tipo maníacos nitidamente causados por um tratamento antidepressivo somático (por ex., medicamentos, terapia eletroconvulsiva, fototerapia) não devem contar para um diagnóstico de Transtorno Bipolar I.

 

Episódio Misto

     DSM.IV

 

Características do Epsódio
          Um Episódio Misto caracteriza-se por um período de tempo (no mínimo 1 semana) durante o qual são satisfeitos os critérios tanto para Episódio Maníaco quanto para Episódio Depressivo Maior, quase todos os dias (Critério A). O indivíduo experimenta uma rápida alternância do humor (tristeza, irritabilidade, euforia), acompanhada dos sintomas de um Episódio Maníaco e de um Episódio Depressivo Maior. A apresentação sintomática freqüentemente envolve agitação, insônia, desregulagem do apetite, aspectos psicóticos e pensamento suicida. A perturbação deve ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos (Critério B). A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou outro tratamento) ou de uma condição médica geral (por ex., hipertiroidismo) (Critério C). Sintomas como os que são vistos em um Episódio Misto podem ser decorrentes dos efeitos diretos de medicamentos antidepressivos, terapia eletroconvulsiva, fototerapia ou medicamentos prescritos para outras condições médicas gerais (por ex., corticosteróides). Essas apresentações não são consideradas Episódios Mistos e não contam para um diagnóstico de Transtorno Bipolar I. Se uma pessoa com Transtorno Depressivo Maior recorrente, por exemplo, desenvolve um quadro sintomático misto durante um tratamento com medicamentos antidepressivos, o diagnóstico do episódio é de Transtorno do Humor Induzido por Substância, Com Características Mistas, não se modificando o diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior para Transtorno Bipolar I. Algumas evidências sugerem a possível existência de uma "diátese" bipolar em indivíduos que desenvolvem episódios tipo misto após o tratamento somático para a depressão. Esses indivíduos podem ter uma maior probabilidade de futuros Episódios Maníacos, Mistos ou Hipomaníacos não relacionados a substâncias ou tratamentos somáticos para a depressão. Esta consideração pode ser especialmente importante no caso de crianças e adolescentes.

Características e Transtornos Associados
          Características descritivas e transtornos mentais associados. As características associadas de um Episódio Misto são similares àquelas dos Episódios Maníacos e Episódios Depressivos Maiores. Os indivíduos podem apresentar pensamento ou comportamento desorganizado. Uma vez que os indivíduos com Episódios Mistos experimentam mais disforia do que aqueles com Episódios Maníacos, eles podem estar mais propensos a buscar auxílio. Achados laboratoriais associados. Os achados laboratoriais para o Episódio Misto não foram bem estudados, embora as atuais evidências sugiram achados fisiológicos e endócrinos similares àqueles encontrados em Episódios Depressivos Maiores severos.

Características Específicas à Idade e ao Gênero
          As considerações culturais sugeridas para Episódios Depressivos Maiores são relevantes também aos Episódios Mistos. Os Episódios Mistos parecem ser mais comuns em indivíduos mais jovens e naqueles com mais de 60 anos com Transtorno Bipolar e talvez sejam mais comuns em homens do que em mulheres.

Curso
          Os Episódios Mistos podem evoluir a partir de um Episódio Maníaco ou de um Episódio Depressivo Maior ou podem surgir como algo novo. Por exemplo, o diagnóstico pode ser mudado de Transtorno Bipolar I, Episódio Mais Recente Maníaco, para Transtorno Bipolar I, Episódio Mais Recente Misto, no caso de um indivíduo com 3 semanas de sintomas maníacos seguidos por uma semana de sintomas tanto maníacos quanto depressivos. Os Episódios Mistos podem durar de semanas a alguns meses, apresentando remissão para um período com poucos ou nenhum sintoma ou evoluindo para um Episódio Depressivo Maior. Mais raramente, um Episódio Misto evolui para um Episódio Maníaco.

Diagnóstico Diferencial
          Um Episódio Misto deve ser diferenciado de um Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral. O diagnóstico é de Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral se a perturbação do humor é considerada a conseqüência fisiológica direta de uma condição médica geral específica (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral, síndrome de Cushing). Esta determinação é fundamentada na história, achados laboratoriais ou exame físico. Se o clínico julgar que os sintomas mistos (maníacos e depressivos) não são a conseqüência fisiológica direta da condição médica geral, então se registra o Transtorno do Humor primário no Eixo I (por ex., Transtorno Bipolar I) e a condição médica geral no Eixo III (por ex., infarto do miocárdio). Um Transtorno do Humor Induzido por Substância é diferenciado de um Episódio Misto pelo fato de que uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou exposição a uma toxina) está supostamente relacionada, em termos etiológicos, com a perturbação do humor. Sintomas como os que são vistos em um Episódio Misto podem ser precipitados pelo uso de uma droga de abuso (por ex., os sintomas mistos, maníacos e depressivos, que ocorrem apenas no contexto da intoxicação com cocaína, seriam diagnosticados como Transtorno do Humor Induzido por Cocaína, Com Características Mistas, Com Início Durante Intoxicação). Sintomas como os que são vistos em um Episódio Misto também podem ser precipitados por um tratamento antidepressivo tal como medicamentos, terapia eletroconvulsiva ou fototerapia. Estes episódios também são diagnosticados como Transtorno do Humor Induzido por Substância (por ex., Transtorno do Humor Induzido por Amitriptilina, Com Características Mistas; Transtorno do Humor Induzido por Terapia Eletroconvulsiva, Com Características Mistas). Episódios Depressivos Maiores com humor irritável proeminente e Episódios Maníacos com humor irritável proeminente podem ser difíceis de diferenciar de Episódios Mistos. Esta determinação exige uma atenta avaliação clínica da presença simultânea dos sintomas característicos tanto de um Episódio Maníaco quanto de um Episódio Depressivo Maior completos (exceto pela duração). Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade e Episódio Misto são ambos caracterizados por atividade excessiva, comportamento impulsivo, fraco julgamento e negação dos problemas. O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade é diferenciado de um Episódio Misto por sua idade caracteristicamente precoce de início (isto é, antes dos 7 anos), curso crônico ao invés de episódico, ausência de inícios e remissões relativamente claros e ausência de um humor anormalmente expansivo ou elevado ou de aspectos psicóticos. As crianças com Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade também apresentam, ocasionalmente, sintomas depressivos tais como baixa auto-estima e tolerância à frustração. Caso se satisfaçam os critérios para ambos, o Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade pode ser diagnosticado, além do Transtorno do Humor.

Critérios para Episódio Misto

A. Satisfazem-se os critérios tanto para Episódio Maníacoquanto para Episódio Depressivo Maior(exceto pela duração), quase todos os dias, durante um período mínimo de 1 semana.

B. A perturbação do humor é suficientemente severa para causar acentuado prejuízo no funcionamento ocupacional, em atividades sociais costumeiras ou relacionamentos com outros, ou para exigir a hospitalização para prevenir danos ao indivíduo e a outros, ou existem aspectos psicóticos.

C. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou outro tratamento) ou de uma condição médica geral (por ex., hipertiroidismo).

Nota: Episódios tipo mistos causados por um tratamento antidepressivo somático (por ex., medicamento, terapia eletroconvulsiva, fototerapia) não devem contar para um diagnóstico de Transtorno Bipolar I.

 

Episódio Hipomaníaco

     DSM.IV

Características do Episódio
          Um Episódio Hipomaníaco é definido como um período distinto, durante o qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável, com duração mínima de 4 dias (Critério A). O período de humor anormal deve ser acompanhado por pelo menos três sintomas adicionais de uma lista que inclui auto-estima inflada ou grandiosidade (não-delirante), necessidade de sono diminuída, pressão da fala, fuga de idéias, distratibilidade, maior envolvimento em atividades dirigidas a objetivos ou agitação psicomotora, e envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqüências dolorosas (Critério B). Se o humor é irritável ao invés de elevado ou expansivo, pelo menos quatro dos sintomas anteriores devem estar presentes. Esta lista de sintomas adicionais é idêntica àquela que define o Episódio Maníaco, exceto pela ausência de delírios ou alucinações. O humor durante um Episódio Hipomaníaco deve estar nitidamente diferente do humor não-deprimido habitual do indivíduo, e deve haver uma nítida alteração no funcionamento, que não é característica do funcionamento habitual do indivíduo (Critério C). Uma vez que as alterações no humor e funcionamento devem ser observáveis por outros (Critério D), a avaliação deste critério freqüentemente exigirá a entrevista de outros informantes (por ex., membros da família). A história obtida a partir de outros informantes é particularmente importante na avaliação de adolescentes. Comparado com um Episódio Maníaco, um Episódio Hipomaníaco não é suficientemente severo para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização, nem existem características psicóticas (Critério E). A alteração no funcionamento em alguns indivíduos pode assumir a forma de um aumento acentuado na eficiência, realizações ou criatividade. Entretanto, em outros, a hipomania pode causar algum prejuízo social ou ocupacional. A perturbação do humor e outros sintomas não devem ser decorrentes dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, de um medicamento, outro tratamento para a depressão (terapia eletroconvulsiva ou terapia com luzes) ou exposição a uma toxina. O episódio também não deve ser decorrente dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica geral (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral) (Critério F). Sintomas como os que são vistos no Episódio Hipomaníaco podem ser devido aos efeitos fisiológicos diretos de um medicamento antidepressivo, terapia eletroconvulsiva, fototerapia ou medicamentos prescritos para outras condições médicas gerais (por ex., corticosteróides). Estas apresentações não são consideradas Episódios Hipomaníacos e não contam para um diagnóstico de Transtorno Bipolar II. Por exemplo, se uma pessoa com Transtorno Depressivo Maior recorrente desenvolve sintomas de um episódio do tipo hipomaníaco durante um curso de medicamento antidepressivo, o episódio é diagnosticado como Transtorno do Humor Induzido por Substância, com Características Maníacas, não se modificando o diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior para Transtorno Bipolar II. Algumas evidências sugerem a possível existência de uma "diátese" bipolar em indivíduos que desenvolvem episódios tipo maníacos ou tipo hipomaníacos após um tratamento somático para a depressão. Esses indivíduos podem ter uma maior probabilidade de futuros Episódios Maníacos ou Hipomaníacos não relacionados a substâncias ou a tratamentos somáticos para a depressão. O humor elevado em um Episódio Hipomaníaco é descrito como eufórico, incomumente bom, alegre ou excitado. Embora o humor da pessoa possa ter uma qualidade contagiante para o observador sem envolvimento, ele é reconhecido como uma alteração do humor habitual da pessoa por aqueles que a conhecem bem. A qualidade expansiva da perturbação do humor é caracterizada por entusiasmo por interações sociais, interpessoais ou profissionais. Embora o humor elevado seja considerado prototípico, a perturbação do humor pode ser irritável ou alternar entre euforia e irritabilidade. Caracteristicamente, está presente uma auto-estima inflada, geralmente em nível de uma autoconfiança sem crítica ao invés de grandiosidade acentuada (Critério B1). Existe, com bastante freqüência, uma necessidade de sono diminuída (Critério B2): a pessoa desperta antes do horário habitual com maior energia. A fala de uma pessoa em um Episódio Hipomaníaco pode ser um pouco mais alta e mais rápida do que o habitual, mas não é tipicamente difícil de interromper. Ela pode apresentar-se repleta de piadas, trocadilhos, jogos de palavras e irrelevâncias (Critério B3). A fuga de idéias é incomum e, se presente, dura por períodos muito breves (Critério B4). A distratibilidade também está freqüentemente presente, evidenciada por rápidas mudanças na fala ou atividade em conseqüência da resposta a vários estímulos irrelevantes (Critério B5). O aumento da atividade dirigida a objetivos pode envolver planejamento e participação de múltiplas atividades (Critério B6). Essas atividades com freqüência são criativas e produtivas (por ex., escrever uma carta ao editor, colocar a papelada em ordem). A sociabilidade geralmente está aumentada e pode haver um aumento da atividade sexual. Pode haver atividade impulsiva, como surtos de compras, direção imprudente ou investimentos financeiros tolos (Critério B7). Entretanto, essas atividades geralmente são organizadas, não bizarras, e não acarretam o nível de prejuízo característico de um Episódio Maníaco.

Características Específicas à Cultura e à Idade
          As considerações culturais sugeridas para os Episódios Depressivos Maiores valem também para os Episódios Hipomaníacos. Em pessoas mais jovens (por ex., adolescentes), os Episódios Hipomaníacos podem estar associados com gazeta à escola, comportamento anti-social, repetência ou uso de substâncias.

Curso
          Um Episódio Hipomaníaco tipicamente inicia com um rápido aumento dos sintomas dentro de um ou dois dias. Os episódios podem durar várias semanas a meses e em geral têm um início mais abrupto e são mais breves do que os Episódios Depressivos Maiores. Em muitos casos, o Episódio Hipomaníaco pode ser precedido ou seguido por um Episódio Depressivo Maior. Estudos sugerem que 5 a 15% dos indivíduos com hipomania acabam desenvolvendo um Episódio Maníaco.

Diagnóstico Diferencial
          Um Episódio Hipomaníaco deve ser diferenciado de um Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral. O diagnóstico é de Transtorno do Humor Devido a uma Condição Médica Geral se a perturbação do humor é considerada a conseqüência fisiológica direta de uma condição médica geral específica (por ex., esclerose múltipla, tumor cerebral, síndrome de Cushing). Esta determinação fundamenta-se na história, achados laboratoriais ou exame físico. Se o clínico julgar que os sintomas hipomaníacos não são a conseqüência fisiológica direta da condição médica geral, então o Transtorno de Humor primário é registrado no Eixo I (por ex., Transtorno Bipolar I) e a condição médica geral, no Eixo III (por ex., infarto do miocárdio). Um Transtorno do Humor Induzido por Substância é diferenciado de um Episódio Hipomaníaco pelo fato de que uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento ou exposição a uma toxina) está etiologicamente relacionada à perturbação do humor. Sintomas como os que são vistos em um Episódio Hipomaníaco podem ser precipitados por uma droga de abuso (por ex., os sintomas hipomaníacos que ocorrem apenas no contexto da intoxicação com cocaína são diagnosticados como Transtorno do Humor Induzido por Cocaína, Com Características Maníacas, Com Início Durante Intoxicação). Sintomas como os que são vistos em um Episódio Hipomaníaco também podem ser precipitados por um tratamento antidepressivo tal como medicamentos, terapia eletroconvulsiva ou fototerapia. Estes episódios também são diagnosticados como Transtornos do Humor Induzidos por Substâncias (por ex., Transtorno do Humor Induzido por Amitriptilina, Com Características Maníacas; Transtorno do Humor Induzido por Terapia Eletroconvulsiva, Com Características Maníacas). Os Episódios Maníacos devem ser distinguidos dos Episódios Hipomaníacos. Embora Episódios Maníacos e Episódios Hipomaníacos tenham idênticas listas de sintomas característicos, a perturbação do humor nos Episódios Hipomaníacos não é suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização. Alguns Episódios Hipomaníacos podem evoluir para Episódios Maníacos. O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade e Episódio Hipomaníaco são caracterizados por atividade excessiva, comportamento impulsivo, fraco julgamento e negação dos problemas. O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade distingue-se de um Episódio Hipomaníaco pelo início caracteristicamente precoce (isto é, antes dos 7 anos), curso crônico ao invés de episódico, ausência de inícios e remissões relativamente nítidos e ausência de um humor anormalmente expansivo ou elevado. Um Episódio Hipomaníaco deve ser diferenciado da eutimia, particularmente em indivíduos cronicamente deprimidos que não estão acostumados à experiência de um estado de humor não-deprimido.

Critérios para Episódio Hipomaníaco

A. Um período distinto de humor persistentemente elevado, expansivo ou irritável, durando todo o tempo ao longo de pelo menos 4 dias, nitidamente diferente do humor habitual não-deprimido.

B. Durante o período da perturbação do humor, três (ou mais) dos seguintes sintomas persistiram (quatro se o humor é apenas irritável) e estiveram presentes em um grau significativo:

(1) auto-estima inflada ou grandiosidade
(2) necessidade de sono diminuída (por ex., sente-se repousado depois de apenas 3 horas de sono)
(3) mais loquaz do que o habitual ou pressão por falar
(4) fuga de idéias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão correndo
(5) distratibilidade (isto é, a atenção é desviada com demasiada facilidade para estímulos externos insignificantes ou irrelevantes) (6) aumento da atividade dirigida a objetivos (socialmente, no trabalho, na escola ou sexualmente) ou agitação psicomotora
(7) envolvimento excessivo em atividades prazerosas com alto potencial para conseqüências dolorosas (por ex., envolver-se em surtos desenfreados de compras, indiscrições sexuais ou investimentos financeiros tolos)

C. O episódio está associado com uma inequívoca alteração no funcionamento, que não é característica da pessoa quando assintomática.

D. A perturbação do humor e a alteração no funcionamento são observáveis por outros.

E. O episódio não é suficientemente severo para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional, ou para exigir a hospitalização, nem existem aspectos psicóticos.

F. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento, ou outro tratamento) ou de uma condição médica geral (por ex., hipertiroidismo).

Nota: Os episódios tipo hipomaníacos nitidamente causados por um tratamento antidepressivo somático (por ex., medicamentos, terapia eletroconvulsiva e fototerapia) não devem contar para um diagnóstico de Transtorno Bipolar II.. CONTINUA NA PRÓXIMA PÁGINA - Transtornos