A dor

(continuação da página anterior)

 

 

O comportamento é uma função de todo sistema nervoso e não apenas de uma porção em particular. Mesmo os discretos reflexos medulares representam um elemento do comportamento e o ciclo de vigília e sono.

 

Sistema límbico - Sistema basal do cérebro que controla principalmente, os comportamentos emocionais e as tendências da pessoa.

Hipotálamo e suas estruturas correlatas - controlam muitas das condições internas do organismo (temperatura, osmolalidade dos líquidos orgânicos, as tendências p/ comer ou beber, o peso corporal etc.), bem como aspectos do comportamento.

 

As estruturas subcorticais situadas nas regiões basais do cérebro desempenham funções ligadas , tipos específicos de comportamentos associados às emoções, aos impulsos subconscientes motores e sensoriais e às sensações intrínsecas de punição e prazer.

 

Centro de recompensa - Localizado (principalmente) no septo e no hipotálamo, c/ destaque ao lado do feixe medial do prosencéfalo e tanto nos núcleos laterais e mediais do hipotálamo.

Centro da dor, da punição e das tendências de fuga (principalmente) na área cinzenta central que circunda o aqueduto de Sylvio, no mesencéfalo. E estende-se para cima, para as estruturas periventriculares do hipotálamo e do tálamo.

 

 

A dor aguda e localizada - pouco afetada pelas drogas opiáceas - é veiculada pelo sistema neo-espinotalâmico, que se liga com o tálamo lateral do hemisfério cerebral oposto. A dor profunda e queimante - fortemente sensível aos opiáceos - é transmitida´pelo sistema paleoespinotalâmico, ligado ao tálamo medial e a regiões associadas às emoções. O tálamo medial e a substância gelatinosa localizada na haste dorsal da substância cinzenta medular, estações de relevo na via paleoespinotalâmica, têm altas concentrações de receptores de receptores opiáceos. (S. Snyder, "Body's natural opiates", Encyclopaedia Britannica, 1979 Book of the Year, Chicago).

 

 

À esquerda, diagrama do sistema nervoso aferente multissináptico de tipo reticular. Ao centro, representação de possíveis pontos de ação inibitórias das fibras grossas às finas (da dor), um no nível da haste dorsal da medula espinhal (ME) e outro no tálamo (T). À direita, esquema da teoria da "comporta espinhal": as fibras grossas (G= A beta) e as de pequeno diâmetro (P= A delta e C) articulam-se com o neurônio aferente secundário (T). Os dois tipos de fibra enviam ramificações colaterais às células da substância gelatinosa (SG) da haste dorsal da medula. O efeito inibitório exercido pela SG sobre as fibras terminais aferentes G e P aumenta com a atividade das fibras G e diminui com a atividade das fibras P. Esse conjunto forma o sistema de "controle de comporta", ou de controle do limiar de excitabilidade. É relacionado com as vias centrais (T) e com o sistema de controle descendente, isto é, as vias descendentes supramedulares que modulam a transmissão da dor (H. Mamo. La douleur, Paris, J. B. Bailiere et fils Eds.).

 

 

Fig 6. Possíveis modos de liberação de peptídeos que atuam como mensageiros moleculares (a) parácrina, (b) modificada, (c) neurotransmissor, (d) endócrina e (e) neuroendócrina (Proc. R. Soc. Lond., Ser. B. vol. 210:151-164 (1980).

 

 

 

A membrana biológica que envolve toda célula compõe-se principalmente de moléculas lipídicas e protéicas caracterizada por considerável movimento fluido. Os lipídios ordenam-se numa dupla camada em que as proteínas se distribuem irregularmente. Todos os carboidratos presentes estão quimicamente ligados a lipídios e proteínas. Algumas drogas, entre as quais os narcóticos opiáceos e muitas substâncias endógenas ativas, produzem seus feitos ligando-se a certas proteínas em pontos da superfície da membrana que atuam como sítios receptores específicos (S. Snyder, op. cit.).

 

 

Corte esquemático das estruturas relacionadas com a condução da dor